sábado, 29 de agosto de 2009

O que é ser bem-sucedido?

Bem sucedido é quem sabe quem é
bem-sucedido é quem sabe o quer
e pra onde vai.
Bem-sucedido é quem persegue seu real objetivo
e não deixa ninguém cuspir em seus sonhos.
Bem-sucedido é quem passa por cima de um "não"
Mesmo que esse "não" seja do mundo.
Bem-sucedido é quem supera a dor
supera o rancor
Perdoa e pede perdão- principalmente ao Criador.
Bem-sucedido é quem supera qualquer adversidade
Sem métodos violentos, mas com gentileza e humildade.
Bem sucedido é quem luta pacificamente
pela própria felicidade.
Lute.
Seja bem-sucedido.

sábado, 15 de agosto de 2009

AUTO-EXÍLIO

Em certos momentos
Frequentes
Recorrentes
Sente-se em casa
Senta-se em casa
Isola-se de tudo
e de todos
Fazendo suas próprias coisas
Ou talvez coisa alguma
Sai da toca em esparsos momentos
Ciclos de abertura e fechamento
Correndo sério risco
De ficar no esquecimento
(Just as soon as I belong, then it's time I disappear)
Anda com todos e com ninguém
Pertence a todos os grupos e a grupo algum
A todo lugar e a lugar nenhum
(Nowhere man)
Está em meio a todos
Está à parte também
Num contemplamento silencioso
Quase-meditação, quase zen
Onde estão seus amigos?
Onde estão seus amores?
Quais são seus objetivos?
Quais serão suas dores?
Aprecia companhia
E precisa de solidão
Por vezes até aprecia
O sabor dessa contradição
Não é de todo melancolia
Tem apreço pela alegria
A piada sarcástica
Quebrando mudez estática
Surpreendendo
E voltando ao princípio
Ao acorde inicial
Ao tom original
Bares, conversas, festas, visitas
Quarto, livros,canções,escrita
sai da toca
Volta
Pra (de) onde pertence(?).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

MONEY, QUE É GOOD NÓIS NUM HAVE...

"Dinheiro não traz felicidade." Frase manjada. Para muitos, uma verdade incontestável. Para outros, uma grande balela. Quem está com a razão? O dinheiro pode nos fazer mais felizes?
Acredito que sim e não. Essa é mais uma das coisas ambíguas de nosso mundo, com toda certeza.
Vivemos num mundo capitalista e nele há uma lógica simples: acúmulo de capital. Daí vem o acúmulo de bens, que leva à ostentação e a busca por mais e mais bens, virando um ciclo. A busca por mais símbolos de poder financeiro acaba sendo a razão da existência de algumas pessoas, que são imensamente invejadas por muitos.
Ostentação é para poucos.E todos nós sabemos disso.
Sob essa lógica,muitos crescem imaginando que o objetivo maior da vida é o acúmulo de bens e riquezas. Porém, além de um esvaziamento do sentido de vida, é uma lógica extremamente artificial, já que, naturalmente, precisaríamos apenas de comida, água e abrigo.
Mas o progresso material tem sua importância. Já que vivemos num mundo capitalista, nossa sobrevivência e de nossos descendentes acaba atrelada ao dinheiro.
A questão é o grau de importância que se dá ao dinheiro nessa equação. Este não deveria ser um fim, mas um meio. Se todos enxergássemos dessa forma, talvez muitos dos problemas gerados pela ganância seriam menos complicados de se resolver.
É diferente querer uma renda boa para comprar objetos de luxo de querer essa mesma renda para dar sustento e condições de vida dignas à família. É diferente querer ostentação e coisas fúteis que, no fundo, não fazem diferença, de querer ter o básico, o essencial para viver.
O dinheiro deveria ser um instrumento. Deveríamos controlá-lo, e não o contrário. Nem subestimá-lo e nem superestimá-lo. Há muitas outras coisas no mundo que podem nos trazer momentos de felicidade e paz de espírito. E o melhor: muitas, a imensa e esmagadora maioria, são de graça.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Escrever muito é um problema na era do Twitter.
Escrever muito é um problema para os que leem pouco.
Escrever muito é um problema pra quem não quer ler muito.
Escrever muito é um problema no Brasil, onde poucos têm hábito de leitura.
Escrever muito é um problema para mim, porque já estou começando a escrever muito.
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Será que devo abrir uma conta no Twitter?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

ANSIEDADE


"Embora a ambigüidade nossa torne tudo mais interessante pela multiplicidade de opções e interpretações, por outro lado nos aprisiona na gangorra da indecisão. Sofremos essa divisão entre o querer fazer e o que pensamos que devemos fazer"
Vi esse pequeno parágrafo em uma coluna de uma revista especializada em guitarra, e achei fantástico. A coluna em questão trata sobre a ansiedade, um fenômeno cada vez mais comum no nosso mundo moderno e globalizado.Estamos cada vez mais ansiosos, isso é verdade: ansiedade para sair da casa dos pais (se for o caso), ganhar dinheiro, ter um emprego estável, uma casa própria, um carro novo,um computador potente,um DVD de última geração, e etc.Como podemos ver, grande parte dessa ansiedade moderna é em relação a bens materiais.
Apesar de estar escrevendo essas coisas, não sou imune a isso: sou tão ansioso quanto todas as outras pessoas do mundo.

É engraçado como de vez em quando chegamos à conclusão de que todas essas pressões do cotidiano não nos fazem bem, e contribuem para nos tornarmos cada vez mais psiquicamente doentes. Chegamos a tal conclusão, mas no outro dia é a mesma correria, pois o mundo não pára para nos esperar tomar um pouco de ar, infelizmente.

É por isso, então, que valorizo cada vez mais os pequenos momentos em que a ordem é "ficar de bobeira". ou seja: jogar conversa fora, tocar um violãozinho, e etc. É isso que faz os dias terem um significado além de serem apenas números em um calendário.

Mas agora vou ter que parar esse post por aqui, pois já estou ansioso demais para terminar e quem está lendo também deve estar com uma ansiedade danada de terminar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Álcool ? não, obrigado...

Quem já ouviu uma música que diz: "eu bebo sim... estou vivendo, tem gente que não bebe e está morrendo"? É... interessante esse pensamento. Eu, porém, atualmente não compartilho muito dessa opinião. O fato é que não bebo mais. E acredito que essa foi a decisão mais sensata que tomei esse ano. Não que eu fosse dependente de álcool ou que tomasse porres homéricos todo santo dia, ou que entornasse caminhões de cerveja a cada festa que fosse. Muito pelo contrário. Mas sempre alternei fases em que ou bebia pouco, ou começava a tentar exagerar. E é aí que está o problema.
Nos dois últimos anos a coisa estava meio por aí. Quase todo fim de semana uma festa, um churrasco ou algo que fosse, e sempre um vinhozinho aqui, uma cervejinha ali, ou ambos juntos... Houve uma época que sté passei pela famosa "cana", também. Tudo isso muitas vezes de forma moderada, outras vezes nem tanto. Mas pelo menos sempre tive a sensatez de saber a hora que meu limite estava sendo atingido. Poucas vezes extrapolei, e disso não me orgulho nem um pouco.
Mas porque esse cara, que não é e nunca foi alcóolatra, está falando tudo isso? É que mesmo essa "biritinha pouca" já não me faz o menor sentido. Nem sei se fazia. Talvez fosse justamente pra encontrar um sentido, com o perdão da redundância e da repetição dessa palavra. Os motivos que levam uma pessoa a beber são vários: é a tal coisa de beber pra ficar pra ficar mais extrovertido quando se é mais reservado normalmente, beber pra ter coragem de fazer e falar certas coisas que não se faria por timidez em um estado sóbrio, e, se tudo der errado, colocar a culpa no estado alterado do momento... Outras pessoas querem e precisam ser aceitas em um determinado grupo, e, por isso, começam a beber um pouco além da conta (esse, graças a Deus, nunca foi meu caso)... cada um tem seu motivo. Fora os inúmeros casos de agressão e acidentes de trânsito causados pelo consumo exagerado de álcool. Essa substância também potencializa a agressividade em algumas pessoas, e isso pode trazer sérias consequências.
Mas, enfim, isso já não me faz a menor graça e, hoje, vejo sentido em outras coisas. Tenho tentado, inclusive ser mais Cristão, como já fui a algum tempo atrás. Apaguei algumas fotos que mantinha no álbum do Orkut, de uma festa que fui em 2005, o Hallowen do Budda Pub. Bebi pra caramba nessa festa... apaguei aquelas fotos porque já não correspondem mais ao que sou hoje. Aquele cara lá era outro. E estava passando um pouco da conta naquele tempo.
Muita gente, ao tomar conhecimento desssa minha decisão de parar de beber, tem reações diferentes: muitos criticaram, outros (poucos)se afastaram ( e pra esses não tô nem aí), muita gente aplaudiu. Mas não tomei essa decisão pra conseguir aplausos de ninguém. E já fazem quase sete meses que estou nessa.
E pra finalizar esse pequeno desabafo, vai uma frase de uma música da Legião Urbana que trata desse tema, o uso de qualquer substância pra se sentir bem, a busca por uma felicidade instantânea, ilusória e passageira. Essa música se chama a "Montanha Mágica" e o verso que mais gosto é o último, que diz: "deixe o copo encher até a borda, eu quero um dia de sol num copo d´água". O Renato Russo, pelo que sei, estava passando por uma crise de alcoolismo e uso exagerado de drogas na época que escreveu a letra, acho... bem, é por aí. A mensagem do verso é clara.
Torno a dizer que isso que eu escrevi é só um desabafo pessoal, não tenho absolutamente nada contra as pessoas que ingerem bebidas acóolicas (pois estaria sendo hipócrita), desde que estas não façam mal ao seu próximo quando num estado alterado.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

A questão do rock na atualidade

Realmente, de uns tempos para cá, o Rock tem me surpreendido bastante. Mas, ao contrário do que essa afirmação deixa transparecer, não é o rock mais atual. As bandas que tem me surpeendido ultimamente são as bandas mais antigas, como o The Clash, por exemplo, o qual muito ouvia falar, mas só tive real interesse em ouvir a algum tempo atrás. E descobri uma ótima banda. Isso sem falar de outras bandas e artistas "dinossauros" que tenho descoberto recentemente. E isso leva a um questionamento: e os artistas mais novos?
Sinceramente, pouco ou quase nada no novo rock chega a me surpreender ou gerar interesse. As únicas coisas um pouco mais interessantes que ouvi nos últimos anos são o Franz Ferdinand e o Strokes, e mesmo assim nenhuma delas me parece que salvará o rock. Talvez eu é que esteja ficando velho, chato, gagá e ranzinza, mas minha opinião é essa: atualmente parece haver um certo vazio no rock, uma certa falta de identidade das bandas, várias aparecem ao mesmo tempo (sintoma da Globalização e de novas tecnologias como a internet), mas parece que praticamente nenhuma delas tem algo substancial para acrescentar. E muitas desaparecem logo em seguida, sem realmente mostrar a que vieram. Nem mesmo as mais "Hypadas".
Hype. Taí mais uma expressão típica dos anos 2000 e do caótico mundo atual, onde a informção surge e se vai como ondas num mar ressacado. Num belo dia, uma banda aparece como a salvação da lavoura, a mais fodona ou algo que o valha, para depois ser notícia de ontem quando aparecer outra banda para ocupar seu lugar de "queridinha da imprensa musical e de MTV´s da vida."
Essa semana mesmo, num dos raros momentos em que ligava a TV na MTV, passou um comercial que dizia: "que Arctic Monkeys, que nada, a banda do momento é blá blá blá ( não me lembro o nome da tal banda do momento,pode?) do Reino Unido e etc. e tal..."
Trocando em miúdos: o Hype em cima de uma passou em detrimento da outra, pelo que pude entender. Mas nenhuma das duas chegou a me surpreender. E é porque são bandas fodonas da nova geração.
Até as bandas nacionais não escapam. De uma fornada de bandas que tem surgido por aí nos últimos anos, poucas me chamaram uma certa atenção, pra ficar nas que tem uma certa projeção: Cachorro Grande, Moptop, Mombojó, Nervoso e os Calmantes. Quatro bandas, dentro de um punhado de tantas que tem aparecido incessantemente. O resto me parece tudo igual, decalcado de velhas e novas fórmulas de parecer "diferente", "antenado" ou "alternativo". Não que as bandas que citei sejam a máxima expressão da originalidade. Muito pelo contrário, dá pra perceber nitidamente em todas elas de onde tiraram suas influências. Porém, e pelo menos para mim, essas bandas utilizam essas influências e fazem o que quase todo mundo anda fazendo de uma maneira um pouco mais... legal. Não sei definir isso.
Não sou pessimista daqueles que dizem que o "rock está morto", até porque também não sou do tipo que veste a camisa de gêneros musicais e os defende com unhas e dentes. Sou apenas um fã de música e, como tal, gosto de refletir sobre seus rumos e emitir meus juízos de valor. E espero, sinceramente,que não só o rock (e a música em geral, já que esse sintoma é bem abrangente) saia desse esvaziamento que estamos presenciando e que voltem a ter substância,voltem a ter graça, e artistas verdadeiros, na melhor acepção da palavra, como Chico Science, Renato Russo, Cazuza, etc. tornem a aparecer.
Nossos ouvidos agradecem.