segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

ANSIEDADE


"Embora a ambigüidade nossa torne tudo mais interessante pela multiplicidade de opções e interpretações, por outro lado nos aprisiona na gangorra da indecisão. Sofremos essa divisão entre o querer fazer e o que pensamos que devemos fazer"
Vi esse pequeno parágrafo em uma coluna de uma revista especializada em guitarra, e achei fantástico. A coluna em questão trata sobre a ansiedade, um fenômeno cada vez mais comum no nosso mundo moderno e globalizado.Estamos cada vez mais ansiosos, isso é verdade: ansiedade para sair da casa dos pais (se for o caso), ganhar dinheiro, ter um emprego estável, uma casa própria, um carro novo,um computador potente,um DVD de última geração, e etc.Como podemos ver, grande parte dessa ansiedade moderna é em relação a bens materiais.
Apesar de estar escrevendo essas coisas, não sou imune a isso: sou tão ansioso quanto todas as outras pessoas do mundo.

É engraçado como de vez em quando chegamos à conclusão de que todas essas pressões do cotidiano não nos fazem bem, e contribuem para nos tornarmos cada vez mais psiquicamente doentes. Chegamos a tal conclusão, mas no outro dia é a mesma correria, pois o mundo não pára para nos esperar tomar um pouco de ar, infelizmente.

É por isso, então, que valorizo cada vez mais os pequenos momentos em que a ordem é "ficar de bobeira". ou seja: jogar conversa fora, tocar um violãozinho, e etc. É isso que faz os dias terem um significado além de serem apenas números em um calendário.

Mas agora vou ter que parar esse post por aqui, pois já estou ansioso demais para terminar e quem está lendo também deve estar com uma ansiedade danada de terminar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Álcool ? não, obrigado...

Quem já ouviu uma música que diz: "eu bebo sim... estou vivendo, tem gente que não bebe e está morrendo"? É... interessante esse pensamento. Eu, porém, atualmente não compartilho muito dessa opinião. O fato é que não bebo mais. E acredito que essa foi a decisão mais sensata que tomei esse ano. Não que eu fosse dependente de álcool ou que tomasse porres homéricos todo santo dia, ou que entornasse caminhões de cerveja a cada festa que fosse. Muito pelo contrário. Mas sempre alternei fases em que ou bebia pouco, ou começava a tentar exagerar. E é aí que está o problema.
Nos dois últimos anos a coisa estava meio por aí. Quase todo fim de semana uma festa, um churrasco ou algo que fosse, e sempre um vinhozinho aqui, uma cervejinha ali, ou ambos juntos... Houve uma época que sté passei pela famosa "cana", também. Tudo isso muitas vezes de forma moderada, outras vezes nem tanto. Mas pelo menos sempre tive a sensatez de saber a hora que meu limite estava sendo atingido. Poucas vezes extrapolei, e disso não me orgulho nem um pouco.
Mas porque esse cara, que não é e nunca foi alcóolatra, está falando tudo isso? É que mesmo essa "biritinha pouca" já não me faz o menor sentido. Nem sei se fazia. Talvez fosse justamente pra encontrar um sentido, com o perdão da redundância e da repetição dessa palavra. Os motivos que levam uma pessoa a beber são vários: é a tal coisa de beber pra ficar pra ficar mais extrovertido quando se é mais reservado normalmente, beber pra ter coragem de fazer e falar certas coisas que não se faria por timidez em um estado sóbrio, e, se tudo der errado, colocar a culpa no estado alterado do momento... Outras pessoas querem e precisam ser aceitas em um determinado grupo, e, por isso, começam a beber um pouco além da conta (esse, graças a Deus, nunca foi meu caso)... cada um tem seu motivo. Fora os inúmeros casos de agressão e acidentes de trânsito causados pelo consumo exagerado de álcool. Essa substância também potencializa a agressividade em algumas pessoas, e isso pode trazer sérias consequências.
Mas, enfim, isso já não me faz a menor graça e, hoje, vejo sentido em outras coisas. Tenho tentado, inclusive ser mais Cristão, como já fui a algum tempo atrás. Apaguei algumas fotos que mantinha no álbum do Orkut, de uma festa que fui em 2005, o Hallowen do Budda Pub. Bebi pra caramba nessa festa... apaguei aquelas fotos porque já não correspondem mais ao que sou hoje. Aquele cara lá era outro. E estava passando um pouco da conta naquele tempo.
Muita gente, ao tomar conhecimento desssa minha decisão de parar de beber, tem reações diferentes: muitos criticaram, outros (poucos)se afastaram ( e pra esses não tô nem aí), muita gente aplaudiu. Mas não tomei essa decisão pra conseguir aplausos de ninguém. E já fazem quase sete meses que estou nessa.
E pra finalizar esse pequeno desabafo, vai uma frase de uma música da Legião Urbana que trata desse tema, o uso de qualquer substância pra se sentir bem, a busca por uma felicidade instantânea, ilusória e passageira. Essa música se chama a "Montanha Mágica" e o verso que mais gosto é o último, que diz: "deixe o copo encher até a borda, eu quero um dia de sol num copo d´água". O Renato Russo, pelo que sei, estava passando por uma crise de alcoolismo e uso exagerado de drogas na época que escreveu a letra, acho... bem, é por aí. A mensagem do verso é clara.
Torno a dizer que isso que eu escrevi é só um desabafo pessoal, não tenho absolutamente nada contra as pessoas que ingerem bebidas acóolicas (pois estaria sendo hipócrita), desde que estas não façam mal ao seu próximo quando num estado alterado.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

A questão do rock na atualidade

Realmente, de uns tempos para cá, o Rock tem me surpreendido bastante. Mas, ao contrário do que essa afirmação deixa transparecer, não é o rock mais atual. As bandas que tem me surpeendido ultimamente são as bandas mais antigas, como o The Clash, por exemplo, o qual muito ouvia falar, mas só tive real interesse em ouvir a algum tempo atrás. E descobri uma ótima banda. Isso sem falar de outras bandas e artistas "dinossauros" que tenho descoberto recentemente. E isso leva a um questionamento: e os artistas mais novos?
Sinceramente, pouco ou quase nada no novo rock chega a me surpreender ou gerar interesse. As únicas coisas um pouco mais interessantes que ouvi nos últimos anos são o Franz Ferdinand e o Strokes, e mesmo assim nenhuma delas me parece que salvará o rock. Talvez eu é que esteja ficando velho, chato, gagá e ranzinza, mas minha opinião é essa: atualmente parece haver um certo vazio no rock, uma certa falta de identidade das bandas, várias aparecem ao mesmo tempo (sintoma da Globalização e de novas tecnologias como a internet), mas parece que praticamente nenhuma delas tem algo substancial para acrescentar. E muitas desaparecem logo em seguida, sem realmente mostrar a que vieram. Nem mesmo as mais "Hypadas".
Hype. Taí mais uma expressão típica dos anos 2000 e do caótico mundo atual, onde a informção surge e se vai como ondas num mar ressacado. Num belo dia, uma banda aparece como a salvação da lavoura, a mais fodona ou algo que o valha, para depois ser notícia de ontem quando aparecer outra banda para ocupar seu lugar de "queridinha da imprensa musical e de MTV´s da vida."
Essa semana mesmo, num dos raros momentos em que ligava a TV na MTV, passou um comercial que dizia: "que Arctic Monkeys, que nada, a banda do momento é blá blá blá ( não me lembro o nome da tal banda do momento,pode?) do Reino Unido e etc. e tal..."
Trocando em miúdos: o Hype em cima de uma passou em detrimento da outra, pelo que pude entender. Mas nenhuma das duas chegou a me surpreender. E é porque são bandas fodonas da nova geração.
Até as bandas nacionais não escapam. De uma fornada de bandas que tem surgido por aí nos últimos anos, poucas me chamaram uma certa atenção, pra ficar nas que tem uma certa projeção: Cachorro Grande, Moptop, Mombojó, Nervoso e os Calmantes. Quatro bandas, dentro de um punhado de tantas que tem aparecido incessantemente. O resto me parece tudo igual, decalcado de velhas e novas fórmulas de parecer "diferente", "antenado" ou "alternativo". Não que as bandas que citei sejam a máxima expressão da originalidade. Muito pelo contrário, dá pra perceber nitidamente em todas elas de onde tiraram suas influências. Porém, e pelo menos para mim, essas bandas utilizam essas influências e fazem o que quase todo mundo anda fazendo de uma maneira um pouco mais... legal. Não sei definir isso.
Não sou pessimista daqueles que dizem que o "rock está morto", até porque também não sou do tipo que veste a camisa de gêneros musicais e os defende com unhas e dentes. Sou apenas um fã de música e, como tal, gosto de refletir sobre seus rumos e emitir meus juízos de valor. E espero, sinceramente,que não só o rock (e a música em geral, já que esse sintoma é bem abrangente) saia desse esvaziamento que estamos presenciando e que voltem a ter substância,voltem a ter graça, e artistas verdadeiros, na melhor acepção da palavra, como Chico Science, Renato Russo, Cazuza, etc. tornem a aparecer.
Nossos ouvidos agradecem.

sábado, 30 de junho de 2007

O recesso,fim, intervalo ou sei lá dos Los Hermanos

Nos últimos tempos, nos diversos veículos jornalísticos que tratam de música - e de rock- um dos assuntos mais abordados é o do "recesso por tempo indeterminado" dos Los Hermanos. Não só nesses meios, mas também em comunidades do Orkut e discussões entre as pessoas que gostam de música de uma forma além da mera audição no som de suas casas.
Bem, apesar de ser fã da banda em questão, acho que muito do que se veicula é muito barulho por pouco;quer dizer, as coisas atingiram, dependendo da onde se lê ou de quem fala, uma proporção quase cataclísmica, se é que essa é a palavra certa pra expressar meu raciocínio. Tem muita gente por aí amargurada, triste, revoltada pela atitude dos caras, pessoas que estão meio que sentindo-se traídas ou algo assim. Eu acho que não é por aí.
Prefiro manter uma opinião menos emocional em relação a esse assunto, opinião que muitas pessoas conhecidas minhas também tem, e que muitas delas chamam, com uma certa dose de exagero, de uma opinião "madura" ou "racional". Exagero mesmo: se eu fosse melhor que todo mundo e, portanto, mais "maduro" ou "racional", não estaria sendo mais um escrevendo e dando opiniões sobre esse assunto... iria falar de política, aquecimento global ou algo assim.
Bem, voltando ao assunto da pauta: eu acho que os caras tem todo direito a um descanso, já que não são ídolos inatingíveis de um panteão superior, e sim seres humanos comuns, cuja diferença é comporem ótimas músicas, ter quatro discos gravados e fazerem turnês por aí. E outra: quem garante que a inspiração faltou porque o "tesão" por estarem tocando juntos também arrefeceu? daí é melhor mesmo dar um tempo a lançar um disco burocrático para cumprir uma obrigação contratual com a gravadora e, portanto, colocarem no mercado um disco ruim, forçado.
E, se a banda acabou, também não acho motivo para desespero. A música brasileira, que já tem muito tempo não anda lá essas coisas, pode ter perdido uma ótima banda, mas sabemos que ganhou ótimos compositores que podem ter uma projeção bacana em suas respectivas possíveis carreiras-solo. Reforçando o que escrevi acima, é melhor que a banda acabe assim, no auge, do que tornar-se paródia de si mesma, como muitas bandas por aí tem se tornado. O lado ruim: vai ter muita banda-clone aparecendo por aí pra preencher o espaço deixado pelos Hermanos... com o aval ou não de gravadoras.
Acho que os caras, enquanto banda, tiveram um papel importante na música brasileira atual, ao misturar de uma forma bacana rock com a MPB, fazendo essas duas vertentes caminharem um pouco mais juntas, e até acabando com preconceitos musicais de antigos roqueiros "true", que acabaram abrindo seus ouvidos para outras formas de música. Mas, eles mesmos disseram:
Todo carnaval tem seu fim.

sábado, 9 de junho de 2007

Tempos de chuva


Quem mora em Natal já conhece aquela velha história: essa é, como o governo, a prefeitura e principalmente as agências de turismo gostam de chamar, "a noiva do sol"... mas , em determinada época do ano, é amante da chuva.

não que eu não goste de chuva. muito pelo contrário, eu até aprecio os dias chuvosos, desde que eu esteja em casa, resguardado de pegar uma gripe. Porque sair de casa em Natal num dia de chuva é um transtorno infeliz. A cidade praticamente não tem drenagem, basta chover cinco minutos e as lagoas começam a se formar, sem falar no nosso asfalto, há muito convenientemente batizado de "Sonrizal"... o asfalto que é igual a qualquer comprimido efervescente desses, que não pode ver água.

Bem, talvez os governantes queiram tornar Natal uma espécie de "Veneza brasileira", no afã de fazer dessa cidade cada vez mais cosmopolita para os turistas que vêm visitá-la. Nós, então,não estamos entendendo nada e ficamos reclamando, achando que é descaso, que a prefeitura não faz nada, essas coisas. Somos chatos,rabugentos e não compreendemos as boas idéias dos nossos governantes de tornar as crateras que aparecem nas nossas ruas pontos turísticos. No roteiro das agências de viagem vai constar como atrações: a Praia de Ponta Negra, o Forte dos Reis Magos e a Cratera do Alecrim.Isso pode ser bom até para as escolas, pois imaginem só, as crianças do primário fazendo trabalhos sobre a superfície lunar usando as ruas de Natal como exemplo. Só os proprietários de automóveis não vão gostar, pois buracos e pneus não foram feitos um para o outro...

Dito isto, só me resta retirar- me e ir terminar a construção de minha canoa e deixar por aqui mais um poema ridículo de minha autoria:


Hoje o céu desabou

e a cidade alagou

tudo vai virando um rio

ainda compro um navio

pois dia desses vira mar

e vai ser comum de maio a julho

o povo com roupa de mergulho

esperar tudo inundar


Todo dia eu fico preocupado

de ir trabalhar a nado

e aparecer afogado

numa matéria de jornal

enquanto eles vão de barco

assistir ao espetáculo

de ver cidadão desesperado

fugindo do temporal


E eles lá achando graça

rindo da nossa desgraça

e cada dia que passa

é só buraco e lamaçal

e São Pedro, que sacanagem

e a cidade sem drenagem

tem um rio na minha garagem

e um tubarão no meu quintal

domingo, 6 de maio de 2007

a falta da leitura e outras questões que ninguém tem paciência de ler a respeito

A foto acima serve a um triplo propósito: primeiro, provocar ao menos um riso pelo insólito da situação (espero que tenha conseguido...). Os outros dois seriam: ilustrar o post com algo relacionado ao tema que tentarei tratar. E, por último e não menos importante: a imagem é uma metáfora de pra onde está indo a educação basileira. É, pra aquele lugar mesmo.
O Brasil vêm atingindo níveis irrisórios, ridículos mesmo, no que tange a aferição de conhecimentos básicos de nossos estudantes em diversas pesquisas realizadas nas escolas. Estamos, infelizmente, entregando ao futuro uma geração medíocre.
Quem trabalha com educação vê de perto essa realidade: pessoas que não conseguem efetuar um cálculo simples e nem interpretar um único parágrafo de um texto, ou que, pasmem, só conseguem lê-lo quase soletrando as sílabas, mesmo estando quase no Ensino Médio! E pra quem está achando que isso só acontece nas escolas públicas, está muito enganado...
Se a escola pública reprova, não recebe verbas do Governo; se a particular reprova, não recebe verbas de outra fonte: os pais. Mas o resultado é o mesmo tanto em uma quanto em outra, vindo daí a explicação de os alunos evoluírem apenas no número da série.
Agora, porque esses alunos vêm tendo esse desempenho tão pífio? as causas são muitas e complexas, e tratá-las por completo resultaria num livro inteiro. Mas uma é fácil de ser identificada: a falta de leitura.
Se o aluno citado acima não consegue interpretar um parágrafo, muitas vezes é porque tem preguiça de lê-lo. Um parágrafo. Quem dirá um livro inteiro. E muita gente acha que ser alfabetizado por completo é só saber escrever e ler meia dúzia de palavras...
Não é segredo que alguém que é habituado a ler desenvolve uma consciência crítica, algo imprescindível para se ampliar a própria consciência de mundo, tão valorizada pelas modernas teorias educacionais...
Mas vivemos num país em que a leitura só é valorizada se for de comentários do Orkut, fotologs e fofocas de novela. E os adolescentes vivem num mundo de hedonismo sem fim, com uma ilusão de que a vida é uma festa que não acaba nunca... Diversão e festas é bom, todo mundo gosta e precisa. Mas tudo têm a sua hora e lugar.
Sim: estou colocando a responsabilidade disso também nos pais. Eles muitas vezes não incentivam a prática de leitura de seus filhos e pior: muitos perderam o controle sobre eles. A noção de limite está cada vez mais se tornando desconhecida. E isso se reflete na escola, nas atitudes e posturas dessas crianças e adolescentes em sala de aula. Quanto a isso, só tenho uma coisa a dizer a esses pais: sinto muito, meus amigos: o professor não pode fazer o trabalho que vocês não estão mais fazendo. Ele já tem trabalho demais tentando sobreviver.
Estamos formando uma geração medíocre, e isso é triste. E, pelo visto, esse país vai continuar medíocre. Muitos profissionais da área da educação já migram para outras áreas, pois não querem se tornar mártires do fracasso de nosso ensino. Os que permancem acima de tudo, são dignos de serem chamados de heróis, ou qualquer outro adjetivo semelhante.
Pois é, para quem leu esse texto até o final, só resta fazer uma coisa: voltar ao início do post e rir da cena insólita da foto e esquecer de todos esses problemas. Pois rir ainda é o remédio mais saudável que existe.


Se é que alguém leu isso até o final.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Mais alguns versos...

Continuando a "semana lírica" desse blog, posto hoje mais alguns versos (na verdade a letra de uma música que compus há algum tempo), que, apesar de um pouco toscos ( já que não sou nenhum Chico Buarque), modéstia à parte considero muito bonitos, e nem sei se consigo fazer algo assim novamente... o tema é reflexão sobre a vida: seus percalços, vitórias, derrotas, começos e recomeços. Tudo o que faz de nossa existência algo singular, ao mesmo tempo tão única e tão parecida com as de outras pessoas.
Espero que os que porventura estejam, de alguma forma, acessando essa página, gostem.
Lá vai:

Tão longe andei pra perceber
o quanto tenho caminhado
tantas vezes errei sem perceber
quando comecei errado

Que os ventos levem as dúvidas embora
e me tragam confiança de troco
que a noite traga os sonhos de volta
e me dê sono tranquilo de novo

Tanto tempo dormi pra perceber
o quanto eu estou acordado
pro mesmo espelho olhei sem perceber
que era eu quem estava quebrado

De um espelho partido pode-se colar os pedaços
meu mundo sempre dá voltas sobre os meus passos
hoje não me sinto tão sufocado
hoje até acordei mais feliz.