Em momentos como esse que eu me lembro do motivo de não ter deletado esse espaço. Momentos em que se está pra baixo e se quer, apenas,desabafar. E não seria mais fácil procurar alguém pra ouvir tudo o que se tem pra dizer? Não pra mim. Não gosto de encher os ouvidos alheios com esse tipo de assunto. As pessoas já têm seus próprios problemas para lidar e não precisam ouvir mais. Além disso, não gosto nem de me fazer de "coitadinho", muito menos que me achem um. Não gosto de pena.
Então, o que resta? escrever aqui, derramar uma porção de palavras pra tentar exorcizar os sentimentos negativos e me sentir um pouco mais leve.
Eita deprêzinha que não quer passar... É praxe quase todo fim de ano eu ficar meio melancólico, por causa do clima dessa época. Mas isso já vem durando mais tempo que o usual.
Tento achar explicações. A vida anda monótona? É, um pouco. Decepções? Realmente, 2009 foi um ano em que quebrei a cara algumas vezes, mas até aí, normal, coisas da vida. Frustrações? É, algumas. Muitos planos que foram por água abaixo. Muita coisa em que depositei confiança e que acabou não dando em nada. Além de objetivos de vida que demoram muito pra se concretizar e que requerem uma persistência enorme, e o retorno parece que nunca vem... Problemas afetivos? pode ser também, até porque nunca fui lá muito sortudo nesse aspecto... acho que sempre acabo escolhendo as mulheres erradas, ou as certas nas horas erradas. E, no fim, minha amante continua sendo a doce solidão (essa não me trai nunca!). Problemas financeiros? Realmente, não ando na minha melhor fase, monetariamente falando. Problemas profissionais? ando muito decepcionado com minha vida profissional, isso é verdade. Decepcionado a ponto de recomeçar tudo. Do zero. Daí os problemas financeiros.
Conclusão: acho que tudo isso junto. Mistura tudo, bate no liquidificador e pronto: Eu na merda. Ou quase lá.
Quase lá porque felizmente algumas coisas me fazem esquecer momentaneamente: jogar conversa fora, tocar. Nessas horas de convívio social ou em cima do palco ou em estúdios, me esqueço desses problemas de tal forma que acho que nem parece que ando me sentindo assim. Ponto positivo, então. Além disso, significa que não estou no fundo do poço, já que as coisas simples e leves ainda me fazem sentir bem. Já estive no fundo do poço, na sarjeta, e sei como é. Por isso sei que ainda não cheguei lá. Ainda bem.
O problema é estar a sós consigo próprio. Nessas horas, nada lhe distrai. Nada lhe faz esquecer. Não há mais disfarces, não há mais máscaras. É você e seus problemas. Encare-os ou deixe-os consumirem você. E a gente vai encarando, e a gente vai lidando, e tem horas que cansa, mas aí seguimos em frente. Fora que tristeza é um sentimento bem egoísta, como já li em algum lugar alguém dizendo isso: nessas horas, você só pensa em si próprio, na sua situação. Acaba esquecendo que existem pessoas em situações muito piores. Você só enxerga o seu umbigo.
Acho que, no fundo, tudo isso é só desejo de que algo dê certo. Em qualquer um dos aspectos citados acima. Qualquer um, qualquer coisa.
Ok, temos 12 meses pela frente (um pouco menos que isso, na realidade). Muito trabalho a fazer. Espero um 2010 menos frustrante, melancólico e reclamão (mesmo que eu só reclame pra mim mesmo). Vamos lá.
domingo, 17 de janeiro de 2010
sábado, 28 de novembro de 2009
Expectativas e frustrações
Aprendi que não se deve colocar expectivas sobre uma outra pessoa, seja ela quem for. É uma maneira segura de se evitar decepções futuras. E isso porque outra pessoa é exatamente isso: OUTRA pessoa. Com convicções diferentes, opiniões diferentes, personalidade diferente, uma visão de mundo diferente. Ou simplesmente, diferente. Da mesma forma, não é bom querer que alguém seja exatamente do jeito que nós queremos que seja. Além das diferenças acima, as pessoas mudam. Seria egoísmo querer que alguém seja sempre do jeito que gostaríamos que fosse, da mesma forma que também é egoísmo querer mudar alguém.
E esses são erros frequentes em relacionamentos. Namoros, noivados e casamentos muitas vezes terminam por isso. Amizades, também; e o que dizer das relações entre pais e filhos, que começam a ficar mais difíceis quando estes últimos chegam à adolescência? Ficam tensas assim também pelo mesmo motivo: expectativas.
A adolescência é uma época de afirmação e consolidação da personalidade, de escolhas. Muitas vezes os pais traçam de forma unilateral o futuro dos filhos - "o que eles serão quando crescerem". Põem nisso uma enorme expectativa, frustrada porque os filhos nomalmente tomam suas próprias decisões, muitas vezes totalmente opostas ao que os pais desejavam destes. E isso é bastante natural, pois estamos falando de outros seres humanos. Da mesma forma que é louvável se preocupar com o futuro de seu rebento, é necessário perceber que não se é o dono deste futuro.
Não podemos programar uma outra pessoa. Não podemos fazer escolhas por ela. Não devemos decidir nada do que se refere à vida e o futuro de ninguém a não ser nós mesmos. Cada um tem seu anseios, cada um tem seus objetivos, cada um tem seus sonhos, sua individualidade.
Muitos problemas de relacionamento seriam evitados se aceitássemos os outros como são, com suas qualidades e defeitos - a boa e velha tolerância. E a falta dela é a causa para muitos problemas no mundo, muito maiores que qualquer problema de relacionamento pessoal...
Ou seja: acredito que tudo correria bem se adotássemos esse lema: viva e deixe viver. Sábio foi quem primeiro disse isso.
Vou tentar adotar isso pra minha vida.
E esses são erros frequentes em relacionamentos. Namoros, noivados e casamentos muitas vezes terminam por isso. Amizades, também; e o que dizer das relações entre pais e filhos, que começam a ficar mais difíceis quando estes últimos chegam à adolescência? Ficam tensas assim também pelo mesmo motivo: expectativas.
A adolescência é uma época de afirmação e consolidação da personalidade, de escolhas. Muitas vezes os pais traçam de forma unilateral o futuro dos filhos - "o que eles serão quando crescerem". Põem nisso uma enorme expectativa, frustrada porque os filhos nomalmente tomam suas próprias decisões, muitas vezes totalmente opostas ao que os pais desejavam destes. E isso é bastante natural, pois estamos falando de outros seres humanos. Da mesma forma que é louvável se preocupar com o futuro de seu rebento, é necessário perceber que não se é o dono deste futuro.
Não podemos programar uma outra pessoa. Não podemos fazer escolhas por ela. Não devemos decidir nada do que se refere à vida e o futuro de ninguém a não ser nós mesmos. Cada um tem seu anseios, cada um tem seus objetivos, cada um tem seus sonhos, sua individualidade.
Muitos problemas de relacionamento seriam evitados se aceitássemos os outros como são, com suas qualidades e defeitos - a boa e velha tolerância. E a falta dela é a causa para muitos problemas no mundo, muito maiores que qualquer problema de relacionamento pessoal...
Ou seja: acredito que tudo correria bem se adotássemos esse lema: viva e deixe viver. Sábio foi quem primeiro disse isso.
Vou tentar adotar isso pra minha vida.
domingo, 11 de outubro de 2009
Será só imaginação?
Isso aconteceu com um amigo meu. Tenho permissão dele para divulgar, mas não usarei nomes reais, pois essa foi a condição. É basicamente algo que me fez refletir muito ultimamente sobre mim mesmo, tamanha a identificação que senti com essa história, que tentarei narrar a seguir:
José Silva Filho está apreensivo. Escuta o refrão da canção "Será", da Legião Urbana, e isso o diz muito num momento decisivo de sua vida. O refrão inteiro dessa canção o lembra o atual momento: definições e indefinições. Principalmente em relação a um caminho que, não tem certeza se escolheu ou se foi escolhido.
De uns tempos pra cá , era nítida a sua frustração, a falta de um foco, mil projetos, que mudavam incessantemente. A cada semana um novo plano, a cada dia mais frustrações. E frustrações com o quê?
Profissionais. Nada do que fazia o agradava, ou não conseguia agradá-lo por muito tempo. Primeiro a frustração da profissão na qual se formou. É uma profissão bacana, mas se convenceu que não é para ele. A partir daí, concursos públicos. Mais frustrações.
A coisa foi ficando desesperadora: a procura de algo ao qual se agarrar, uma tábua de salvação, um norte. Mas nada satisfazia. Não conseguia gostar de nada.
Para ele o lance sempre foi música. Essa veia sempre foi forte. Desenhava e pintava antes de arranhar os primeiros acordes, mas confessou certa vez que isso não o satisfaz por completo, não preenche tanto o seu ser quanto ela. Meio melodramático, mas é por aí...
Daí pensou: "quer saber? foda-se!!! vou investir mais tempo nisso. Vou levar mais a sério. Pois pra mim não tem outra coisa. Não tem outra coisa"!
São coisas que inegavelmente dão mais dinheiro e - dependendo da profissão - status os trabalhos mais convencionais, mas não consegue se imaginar o resto da vida num escritório, com a maçante e repetitiva rotina dos serviços burocráticos (já trabalhei com isso também, sei como é). Fora a sensação de que talvez tenha passado toda a faculdade se enganando, iludindo a si mesmo que seria a sua área, que viveria e trabalharia nisso até o fim. Também sei como é isso.
Mas música é algo que, para alguém como ele, que a ama de verdade, se é algo maravilhoso pra se trabalhar, também é algo que assusta. Pela indefinição. Pela instabilidade. Pela falta de apoio familiar. Totalmente à deriva. Vale a pena arriscar?
Para ele, nesse momento que conclui que não gosta de mais nada e nunca faz algo que não gosta de boa vontade, acredito que sim. Pode mudar de idéia depois, mas preferiu tentar. Já que, ao que parece, só existe uma vida, pra que desperdiçá-la fazendo o que os outros querem que se faça? por que nega a si mesmo? A pessoa é ou não é para o que nasce?
Resolveu tentar. Mesmo que não consiga, pelo menos quer deixar como legado a luta pelo que se acredita - a ética para consigo mesmo, tão violentada pelo nosso capitalismo selvagem, que normalmente ceifa talentos em detrimento de algo mais concreto que só o dinheiro rápido e fácil e em grandes e perigosas quantidades pode te dar.
Talvez tenha uma visão muito romântica e ingênua de mundo. Talvez precise de uns tropeços pra aprender a ter uma visão mais prática e burocrática da vida, como todo nós, em algum momento. Tavez precise realmente dos 5 mil por mês daquele cargo público que já almejou, e colocar na cabeça que ISSO é bom. Afinal, vai trabalhar pouco e ganhar muito, e isso é bom.
Mas no momento preferiu arriscar naquilo que é, naquilo que gosta. Vai trabalhar muito pra conseguir se manter, é um caminho difícil e incerto. Mas ao menos fará o que gosta, e de boa vontade.
Realmente admiro muito isso. Eu queria ter essa coragem. Ou ingenuidade, vai saber. Talvez um dia tenha...
José Silva Filho está apreensivo. Escuta o refrão da canção "Será", da Legião Urbana, e isso o diz muito num momento decisivo de sua vida. O refrão inteiro dessa canção o lembra o atual momento: definições e indefinições. Principalmente em relação a um caminho que, não tem certeza se escolheu ou se foi escolhido.
De uns tempos pra cá , era nítida a sua frustração, a falta de um foco, mil projetos, que mudavam incessantemente. A cada semana um novo plano, a cada dia mais frustrações. E frustrações com o quê?
Profissionais. Nada do que fazia o agradava, ou não conseguia agradá-lo por muito tempo. Primeiro a frustração da profissão na qual se formou. É uma profissão bacana, mas se convenceu que não é para ele. A partir daí, concursos públicos. Mais frustrações.
A coisa foi ficando desesperadora: a procura de algo ao qual se agarrar, uma tábua de salvação, um norte. Mas nada satisfazia. Não conseguia gostar de nada.
Para ele o lance sempre foi música. Essa veia sempre foi forte. Desenhava e pintava antes de arranhar os primeiros acordes, mas confessou certa vez que isso não o satisfaz por completo, não preenche tanto o seu ser quanto ela. Meio melodramático, mas é por aí...
Daí pensou: "quer saber? foda-se!!! vou investir mais tempo nisso. Vou levar mais a sério. Pois pra mim não tem outra coisa. Não tem outra coisa"!
São coisas que inegavelmente dão mais dinheiro e - dependendo da profissão - status os trabalhos mais convencionais, mas não consegue se imaginar o resto da vida num escritório, com a maçante e repetitiva rotina dos serviços burocráticos (já trabalhei com isso também, sei como é). Fora a sensação de que talvez tenha passado toda a faculdade se enganando, iludindo a si mesmo que seria a sua área, que viveria e trabalharia nisso até o fim. Também sei como é isso.
Mas música é algo que, para alguém como ele, que a ama de verdade, se é algo maravilhoso pra se trabalhar, também é algo que assusta. Pela indefinição. Pela instabilidade. Pela falta de apoio familiar. Totalmente à deriva. Vale a pena arriscar?
Para ele, nesse momento que conclui que não gosta de mais nada e nunca faz algo que não gosta de boa vontade, acredito que sim. Pode mudar de idéia depois, mas preferiu tentar. Já que, ao que parece, só existe uma vida, pra que desperdiçá-la fazendo o que os outros querem que se faça? por que nega a si mesmo? A pessoa é ou não é para o que nasce?
Resolveu tentar. Mesmo que não consiga, pelo menos quer deixar como legado a luta pelo que se acredita - a ética para consigo mesmo, tão violentada pelo nosso capitalismo selvagem, que normalmente ceifa talentos em detrimento de algo mais concreto que só o dinheiro rápido e fácil e em grandes e perigosas quantidades pode te dar.
Talvez tenha uma visão muito romântica e ingênua de mundo. Talvez precise de uns tropeços pra aprender a ter uma visão mais prática e burocrática da vida, como todo nós, em algum momento. Tavez precise realmente dos 5 mil por mês daquele cargo público que já almejou, e colocar na cabeça que ISSO é bom. Afinal, vai trabalhar pouco e ganhar muito, e isso é bom.
Mas no momento preferiu arriscar naquilo que é, naquilo que gosta. Vai trabalhar muito pra conseguir se manter, é um caminho difícil e incerto. Mas ao menos fará o que gosta, e de boa vontade.
Realmente admiro muito isso. Eu queria ter essa coragem. Ou ingenuidade, vai saber. Talvez um dia tenha...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Idéias/ideias/idêias

As idéias, se tivessem existência física, tangível, seriam os mais caprichosos dos seres, pois só aparecem quando lhes dão na telha. Seriam criaturas rebeldes, nômades, senhoras de seu destino errante e incerto.
E tudo isso pra dizer que estou sem idéias pra escrever algo aqui...
Mas eis que algo me vem à cabeça: idéias agora não tem mais acento.Pelo menos esse post servirá para alguma coisa: lembrar ao incauto ou incauta que por um acaso do destino caiu aqui neste blog de que "idéia" agora se escreve "ideia", mas continua se lendo "idéia", como se o acento ainda lá estivesse. Mas eu não consigo ler "ideia" e imaginar "idéia". Sai algo como "idêia", mas não poderia imaginar isso, pois "idêia" tem acento, e "ideia" não tem acento.
E tudo isso pra dizer o quanto detestei essa reforma ortográfica...
Reforma ortográfica legal seria aquela que deixasse tudo mais fácil, e não dificultar tudo mais ainda. Se é pra tirar acento, faz que nem na língua inglesa: tira logo tudo. Problem solved. Muita gente que tem dúvidas sobre acentuação agradeceria, garanto. Mas não: agora nos perguntamos se determinada palavra perdeu ou mantém o acento...
Reforma boa aboliria o uso de "ch" no lugar do "x" e do "s" no lugar do "z". Aboliria o "ç" e usaria-se só "s". Ah, e não nos esqueçamos dos 4 tipos de "por que".Por que existem tantos tipos de Por que?
Será que esse "por que" que usei na frase anterior está certo?
Estaria eu encabeçando uma cruzada pelo empobrecimento linguístico, como alguns intelectualóides, aqueles que adoram polemizar, poderiam me acusar? De forma alguma. Uma reforma do tipo aproximaria a língua escrita da falada. Aproximaria a "norma culta" daquilo que o povão fala. Tornaria tudo mais prático. Democratizaríamos a escrita. Todo mundo escreveria bem.
Se um dia eu for presidente, farei uma reforma dessas. Uma pena que não quero me candidatar, então só me restam os devaneios utópicos e a vocês, a esperança que um dia eu mude de idéia, quer dizer, de ideia.
E tudo isso porque estava sem idéias, digo, ideias.
Quando vou me acostumar?
sábado, 29 de agosto de 2009
O que é ser bem-sucedido?
Bem sucedido é quem sabe quem é
bem-sucedido é quem sabe o quer
e pra onde vai.
Bem-sucedido é quem persegue seu real objetivo
e não deixa ninguém cuspir em seus sonhos.
Bem-sucedido é quem passa por cima de um "não"
Mesmo que esse "não" seja do mundo.
Bem-sucedido é quem supera a dor
supera o rancor
Perdoa e pede perdão- principalmente ao Criador.
Bem-sucedido é quem supera qualquer adversidade
Sem métodos violentos, mas com gentileza e humildade.
Bem sucedido é quem luta pacificamente
pela própria felicidade.
Lute.
Seja bem-sucedido.
bem-sucedido é quem sabe o quer
e pra onde vai.
Bem-sucedido é quem persegue seu real objetivo
e não deixa ninguém cuspir em seus sonhos.
Bem-sucedido é quem passa por cima de um "não"
Mesmo que esse "não" seja do mundo.
Bem-sucedido é quem supera a dor
supera o rancor
Perdoa e pede perdão- principalmente ao Criador.
Bem-sucedido é quem supera qualquer adversidade
Sem métodos violentos, mas com gentileza e humildade.
Bem sucedido é quem luta pacificamente
pela própria felicidade.
Lute.
Seja bem-sucedido.
sábado, 15 de agosto de 2009
AUTO-EXÍLIO
Em certos momentos
Frequentes
Recorrentes
Sente-se em casa
Senta-se em casa
Isola-se de tudo
e de todos
Fazendo suas próprias coisas
Ou talvez coisa alguma
Sai da toca em esparsos momentos
Ciclos de abertura e fechamento
Correndo sério risco
De ficar no esquecimento
(Just as soon as I belong, then it's time I disappear)
Anda com todos e com ninguém
Pertence a todos os grupos e a grupo algum
A todo lugar e a lugar nenhum
(Nowhere man)
Está em meio a todos
Está à parte também
Num contemplamento silencioso
Quase-meditação, quase zen
Onde estão seus amigos?
Onde estão seus amores?
Quais são seus objetivos?
Quais serão suas dores?
Aprecia companhia
E precisa de solidão
Por vezes até aprecia
O sabor dessa contradição
Não é de todo melancolia
Tem apreço pela alegria
A piada sarcástica
Quebrando mudez estática
Surpreendendo
E voltando ao princípio
Ao acorde inicial
Ao tom original
Bares, conversas, festas, visitas
Quarto, livros,canções,escrita
sai da toca
Volta
Pra (de) onde pertence(?).
Frequentes
Recorrentes
Sente-se em casa
Senta-se em casa
Isola-se de tudo
e de todos
Fazendo suas próprias coisas
Ou talvez coisa alguma
Sai da toca em esparsos momentos
Ciclos de abertura e fechamento
Correndo sério risco
De ficar no esquecimento
(Just as soon as I belong, then it's time I disappear)
Anda com todos e com ninguém
Pertence a todos os grupos e a grupo algum
A todo lugar e a lugar nenhum
(Nowhere man)
Está em meio a todos
Está à parte também
Num contemplamento silencioso
Quase-meditação, quase zen
Onde estão seus amigos?
Onde estão seus amores?
Quais são seus objetivos?
Quais serão suas dores?
Aprecia companhia
E precisa de solidão
Por vezes até aprecia
O sabor dessa contradição
Não é de todo melancolia
Tem apreço pela alegria
A piada sarcástica
Quebrando mudez estática
Surpreendendo
E voltando ao princípio
Ao acorde inicial
Ao tom original
Bares, conversas, festas, visitas
Quarto, livros,canções,escrita
sai da toca
Volta
Pra (de) onde pertence(?).
sexta-feira, 31 de julho de 2009
MONEY, QUE É GOOD NÓIS NUM HAVE...
"Dinheiro não traz felicidade." Frase manjada. Para muitos, uma verdade incontestável. Para outros, uma grande balela. Quem está com a razão? O dinheiro pode nos fazer mais felizes?
Acredito que sim e não. Essa é mais uma das coisas ambíguas de nosso mundo, com toda certeza.
Vivemos num mundo capitalista e nele há uma lógica simples: acúmulo de capital. Daí vem o acúmulo de bens, que leva à ostentação e a busca por mais e mais bens, virando um ciclo. A busca por mais símbolos de poder financeiro acaba sendo a razão da existência de algumas pessoas, que são imensamente invejadas por muitos.
Ostentação é para poucos.E todos nós sabemos disso.
Sob essa lógica,muitos crescem imaginando que o objetivo maior da vida é o acúmulo de bens e riquezas. Porém, além de um esvaziamento do sentido de vida, é uma lógica extremamente artificial, já que, naturalmente, precisaríamos apenas de comida, água e abrigo.
Mas o progresso material tem sua importância. Já que vivemos num mundo capitalista, nossa sobrevivência e de nossos descendentes acaba atrelada ao dinheiro.
A questão é o grau de importância que se dá ao dinheiro nessa equação. Este não deveria ser um fim, mas um meio. Se todos enxergássemos dessa forma, talvez muitos dos problemas gerados pela ganância seriam menos complicados de se resolver.
É diferente querer uma renda boa para comprar objetos de luxo de querer essa mesma renda para dar sustento e condições de vida dignas à família. É diferente querer ostentação e coisas fúteis que, no fundo, não fazem diferença, de querer ter o básico, o essencial para viver.
O dinheiro deveria ser um instrumento. Deveríamos controlá-lo, e não o contrário. Nem subestimá-lo e nem superestimá-lo. Há muitas outras coisas no mundo que podem nos trazer momentos de felicidade e paz de espírito. E o melhor: muitas, a imensa e esmagadora maioria, são de graça.
Acredito que sim e não. Essa é mais uma das coisas ambíguas de nosso mundo, com toda certeza.
Vivemos num mundo capitalista e nele há uma lógica simples: acúmulo de capital. Daí vem o acúmulo de bens, que leva à ostentação e a busca por mais e mais bens, virando um ciclo. A busca por mais símbolos de poder financeiro acaba sendo a razão da existência de algumas pessoas, que são imensamente invejadas por muitos.
Ostentação é para poucos.E todos nós sabemos disso.
Sob essa lógica,muitos crescem imaginando que o objetivo maior da vida é o acúmulo de bens e riquezas. Porém, além de um esvaziamento do sentido de vida, é uma lógica extremamente artificial, já que, naturalmente, precisaríamos apenas de comida, água e abrigo.
Mas o progresso material tem sua importância. Já que vivemos num mundo capitalista, nossa sobrevivência e de nossos descendentes acaba atrelada ao dinheiro.
A questão é o grau de importância que se dá ao dinheiro nessa equação. Este não deveria ser um fim, mas um meio. Se todos enxergássemos dessa forma, talvez muitos dos problemas gerados pela ganância seriam menos complicados de se resolver.
É diferente querer uma renda boa para comprar objetos de luxo de querer essa mesma renda para dar sustento e condições de vida dignas à família. É diferente querer ostentação e coisas fúteis que, no fundo, não fazem diferença, de querer ter o básico, o essencial para viver.
O dinheiro deveria ser um instrumento. Deveríamos controlá-lo, e não o contrário. Nem subestimá-lo e nem superestimá-lo. Há muitas outras coisas no mundo que podem nos trazer momentos de felicidade e paz de espírito. E o melhor: muitas, a imensa e esmagadora maioria, são de graça.
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